Ao analisar a dinâmica brasileira, os fundos de pensão têm uma alocação ainda bastante conservadora, reflexo do alto custo de oportunidade que repousa sobre o CDI. Cerca de 44% dos recursos desses investidores é vinculado à inflação, 40% à renda fixa/DI e 15% à bolsa, diz em artigo Eduardo Marques, que é responsável pela área de fundos de fundos da Claritas Investimentos.
O processo de transição dos investidores institucionais para um perfil menos conservador já está em curso, e o marco regulatório acompanhou tal evolução. A resolução 3792 do Conselho Monetário Nacional revogou a antiga 3456 e definiu novas regras para as políticas de investimentos das entidades fechadas, flexibilizando e aumentando limites, como aplicação em fundos multimercados e em renda variável.
A tendência de migração dos investidores institucionais para perfis mais arrojados é cada vez mais clara, e deverá ser intensificada à medida que tais investidores encontrem mais dificuldades em superar metas atuariais. E seus modelos de alocação devem se alinhar cada vez mais com as alocações dos investidores internacionais, gradativamente assumindo mais risco para garantir suas metas.
Esse processo de transição deverá estreitar o relacionamento desses investidores com gestores de recursos especializados em ativos alternativos, explorando oportunidades nos mercados de hedge funds, commodities e private equity e colaborando para atingir seus objetivos.▲ Valor
