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Diário Dr. Previdência

Notícia: Previdência para o bebê
Sábado, 23 de Julho de 2005

Tenho um filho recém-nascido. Devo abrir uma poupança ou um plano de previdência privada para ele? Tenho um capital inicial de 2 000 reais e depositarei entre 200 e 250 reais por mês. A idéia é que meu filho conte com esse dinheiro aos 21 anos WESLEY PAIVA, RESENDE (RJ)

Por Silvio Paixão

Uma boa reserva financeira e a formação educacional apropriada serão diferenciais importantes para o futuro do seu filho. Para tirar sua dúvida, é preciso analisar alguns pontos. Antes de avaliar se um fundo é melhor que a previdência, ou vice-versa, perceba que a escolha do banco também é importante, pois ele, ao longo desses 21 anos, deverá apresentar o maior retorno pelo menor custo. Um bom retorno significa ganhos financeiros maiores que a inflação, respeitando seu perfil de risco. O outro ponto a considerar são os custos. Se a taxa de administração em uma instituição for de 1% ao ano e, da outra, 2%, fica fácil perceber que, depois de decorridos os 21 anos, um custará 21% a mais que o outro. Já a decisão sobre o melhor investimento deverá se basear no seguinte:
1o) Poder de negociação: para aplicações pequenas (como 250 reais mensais), a previdência costuma cobrar a tal de taxa de carregamento (serve para cobrir, por exemplo, despesas com envio de documentos obrigatórios) de até 5% do valor aplicado. O percentual equivale ao rendimento líquido médio de um ano da previdência, já descontada a inflação. A solução para reduzi-la é efetuar depósitos grandes a cada seis ou 12 meses, ou então negociar direto com seu gerente.
2o) Eficiência tributária: por postergar os efeitos do Imposto de Renda, a previdência é mais vantajosa e tem maior eficiência fiscal quanto mais longo for o prazo de aplicação. Mas atenção: a eficiência fiscal deve ser analisada junto com o impacto dos outros custos (taxa de administração, por exemplo). Você precisa fazer as contas.

Analisada sua situação, tenho a sensação de que você se inclinará pela previdência privada. Resta definir entre seus tipos. Prefira o PGBL se você declara seu Imposto de Renda pelo formulário completo e, portanto, pode abater o limite de 12% da renda bruta anual. Se for esse o caso, considere o VGBL como alternativa para aplicações mensais acima do teto de 12% de sua renda bruta ao ano.

Tenha em mente ainda que tanto para o PGBL como para o VGBL a escolha do regime tributário mais adequado (regressivo ou progressivo) dependerá da análise sobre a sua condição tributária daqui a 21 anos e da estabilidade das regras até lá. Agora, se sua escolha recair em um fundo de investimento, observe o perfil do produto. Sugiro que você opte por um fundo de longo prazo, cuja alíquota atual de Imposto de Renda (15%) incide semestralmente sobre rendimentos de aplicações com prazos superiores a dois anos.

Você tem dúvidas sobre fundos, previdência e outros produtos financeiros? Então escreva para duvidasvocesa@abril.com.br. Todos os meses, um consultor responderá às suas perguntas. Neste mês o convidado foi Silvio Paixão, sócio dos sites de finanças www.financenter.com.br e www.drprevidencia.com.br

Uma boa reserva financeira e a formação educacional apropriada serão diferenciais importantes para o futuro do seu filho. Para tirar sua dúvida, é preciso analisar alguns pontos. Antes de avaliar se um fundo é melhor que a previdência, ou vice-versa, perceba que a escolha do banco também é importante, pois ele, ao longo desses 21 anos, deverá apresentar o maior retorno pelo menor custo. Um bom retorno significa ganhos financeiros maiores que a inflação, respeitando seu perfil de risco. O outro ponto a considerar são os custos. Se a taxa de administração em uma instituição for de 1% ao ano e, da outra, 2%, fica fácil perceber que, depois de decorridos os 21 anos, um custará 21% a mais que o outro. Já a decisão sobre o melhor investimento deverá se basear no seguinte:

1o) Poder de negociação: para aplicações pequenas (como 250 reais mensais), a previdência costuma cobrar a tal de taxa de carregamento (serve para cobrir, por exemplo, despesas com envio de documentos obrigatórios) de até 5% do valor aplicado. O percentual equivale ao rendimento líquido médio de um ano da previdência, já descontada a inflação. A solução para reduzi-la é efetuar depósitos grandes a cada seis ou 12 meses, ou então negociar direto com seu gerente.

2o) Eficiência tributária: por postergar os efeitos do Imposto de Renda, a previdência é mais vantajosa e tem maior eficiência fiscal quanto mais longo for o prazo de aplicação. Mas atenção: a eficiência fiscal deve ser analisada junto com o impacto dos outros custos (taxa de administração, por exemplo). Você precisa fazer as contas.

Analisada sua situação, tenho a sensação de que você se inclinará pela previdência privada. Resta definir entre seus tipos. Prefira o PGBL se você declara seu Imposto de Renda pelo formulário completo e, portanto, pode abater o limite de 12% da renda bruta anual. Se for esse o caso, considere o VGBL como alternativa para aplicações mensais acima do teto de 12% de sua renda bruta ao ano.

Tenha em mente ainda que tanto para o PGBL como para o VGBL a escolha do regime tributário mais adequado (regressivo ou progressivo) dependerá da análise sobre a sua condição tributária daqui a 21 anos e da estabilidade das regras até lá. Agora, se sua escolha recair em um fundo de investimento, observe o perfil do produto. Sugiro que você opte por um fundo de longo prazo, cuja alíquota atual de Imposto de Renda (15%) incide semestralmente sobre rendimentos de aplicações com prazos superiores a dois anos.

Você tem dúvidas sobre fundos, previdência e outros produtos financeiros? Então escreva para duvidasvocesa@abril.com.br. Todos os meses, um consultor responderá às suas perguntas. Neste mês o convidado foi Silvio Paixão, sócio dos sites de finanças www.financenter.com.br e www.drprevidencia.com.br Fim

 
 

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